Faltavam-lhes sinceridades; no plural? Mais do que no plural, pois acontecimentos onde sobrou falsidade eram tão comuns que as duas confundiam a si mesmas, roendo por dentro uma vergonha de tanta hipocrisia atirada de graça uma contra a outra.
Motivos exorbitavam o possível, de um lado e do outro. Continham fatos tão reais que o que foi projetado para ser a viagem de concretização de uma amizade transformou-se num show de palhaços atirando tomates podres numa platéia estupefata que jamais esperaria tantos erros bobos virando uma enorme coluna, que por fim desabava lentamente cortando o antes sólido laço que as unia.
É, com exemplos vagos assim, elas fugiam do remorso que puxava seus pés à noite, acordando-as e fazendo-as olhar uma nos olhos da outra, para logo desviar o olhar, já que não valia a pena enxergar o óbvio mais do que uma vez.
A completa arrogância lhes trazia a sensação de segurança que lhes encobrira. E logo, o arrependimento deu lugar a outras coisas igualmente importantes (compras, compras, compras).
Pra que se preocupar? Nenhuma delas queria voltar.
(Baseado em um delírio em dupla, já consertado. DESCULPA!)
sábado, setembro 05, 2009
quinta-feira, agosto 27, 2009
I Parte
Querido Diário,
Agora que descobri como colocar senhas em documentos de texto, por que não? Afinal, tão simples. Espero que com ele volte a escrever, nem que sejam todas baboseiras cheias de pequenas linhas vermelhas embaixo.
O.k., devo escrever sobre minha vida ou talvez sobre quem ou seu ou sobre os meus problemas? Sobre os meus problemas seria por demais complicado, devido à sua constante ocupação de minha mente, durante todo tempo ocioso ou não. Sobre quem sou eu, do que adianta, se num dia me acho algo mas logo depois já me colo à alguma definição? Sobra-me, por mais óbvio que seja para um diário, um retrato sobre meus dias. Sem rascunhos? (Ou seria a minha vida um próprio rascunho?).
Acontece que não tenho experiência alguma nesse campo. Na verdade, o que eu achava que era experiência devia ser talvez uma explosão infantil numa caderno de folhas azuis e perfumadas, com bordas decoradas. Mais ou menos desabafos. Contudo ainda não tão graves de jeito algum tão desesperados. Coisas que hoje no piscar dos meus olhos por trás das lentes dos óculos eu resolvo. Ou pelo menos engulo mais facilmente.
Talvez, escrever sobre minha história, o que já aconteceu ou que eu quis que acontecesse. Ridiculamente fácil caso eu possa alterar fatos ordinários, como nomes, datas, endereços e telefones, e quem sabe, adicionar alguns pontos ali e aqui.
Documento arquivado, em pasta nova, tinindo de nova. À luta, já? Quem diria que tanta euforia em chegar ao meu lar eu transformaria em disposição para voltar aos escritos? Ninguém, ninguém...
Agora que descobri como colocar senhas em documentos de texto, por que não? Afinal, tão simples. Espero que com ele volte a escrever, nem que sejam todas baboseiras cheias de pequenas linhas vermelhas embaixo.
O.k., devo escrever sobre minha vida ou talvez sobre quem ou seu ou sobre os meus problemas? Sobre os meus problemas seria por demais complicado, devido à sua constante ocupação de minha mente, durante todo tempo ocioso ou não. Sobre quem sou eu, do que adianta, se num dia me acho algo mas logo depois já me colo à alguma definição? Sobra-me, por mais óbvio que seja para um diário, um retrato sobre meus dias. Sem rascunhos? (Ou seria a minha vida um próprio rascunho?).
Acontece que não tenho experiência alguma nesse campo. Na verdade, o que eu achava que era experiência devia ser talvez uma explosão infantil numa caderno de folhas azuis e perfumadas, com bordas decoradas. Mais ou menos desabafos. Contudo ainda não tão graves de jeito algum tão desesperados. Coisas que hoje no piscar dos meus olhos por trás das lentes dos óculos eu resolvo. Ou pelo menos engulo mais facilmente.
Talvez, escrever sobre minha história, o que já aconteceu ou que eu quis que acontecesse. Ridiculamente fácil caso eu possa alterar fatos ordinários, como nomes, datas, endereços e telefones, e quem sabe, adicionar alguns pontos ali e aqui.
Documento arquivado, em pasta nova, tinindo de nova. À luta, já? Quem diria que tanta euforia em chegar ao meu lar eu transformaria em disposição para voltar aos escritos? Ninguém, ninguém...
terça-feira, agosto 11, 2009
De volta
25 de Março, para quem passou um mês na gelada e educada Alemanha, é um prato cheio. Subir a Ladeira Porto Geral perto do horário de almoço, no sol, pra mim é ser paulistana outra vez. Pegar metrô pra lá e pra cá (os trens novos tem até cheirinho de novo!) é mais básico. Ouvir neguinho gritando (aleluia, em português!) cada produto maluco e te chamano de mina mais linda do Brasil, soa como 'seja muito bem vinda!'
Eu, com essa cara de turista (devido ao cabelo novo), olhos esbugalhados de não saber pra onde olhar numa confusão de compras, lojas e rapas, procurei o que queria, pechinchei e comprei sim. Umas coisinhas pro cabelo, um chaveirinho e, claro, um livro. Esse foi na Livraria Cultura do Conjunto Nacional na Paulista, mas que não deixa de ser parte das 'Compras da 25'!
Eu, com essa cara de turista (devido ao cabelo novo), olhos esbugalhados de não saber pra onde olhar numa confusão de compras, lojas e rapas, procurei o que queria, pechinchei e comprei sim. Umas coisinhas pro cabelo, um chaveirinho e, claro, um livro. Esse foi na Livraria Cultura do Conjunto Nacional na Paulista, mas que não deixa de ser parte das 'Compras da 25'!
quinta-feira, maio 14, 2009
Fique suave na sua nave
Tenha um dia cheíssimo na escola (nas entrelinhas: ria até não poder mais);
Saia do colégio tarde;
Vá para casa;
Mas seja obrigada ir comprar peixes com o papai;
Fique gostando dos ratinhos da Mongólia na pet shop;
Leve apenas alguns neons assustados;
Entre no carro;
Perceba que o carro não funciona;
Sorria;
Empurre o simpático Fusca sozinha.
Saia do colégio tarde;
Vá para casa;
Mas seja obrigada ir comprar peixes com o papai;
Fique gostando dos ratinhos da Mongólia na pet shop;
Leve apenas alguns neons assustados;
Entre no carro;
Perceba que o carro não funciona;
Sorria;
Empurre o simpático Fusca sozinha.
sábado, maio 09, 2009
Fique de boa na sua lagoa
Vá pra escola às sete da manhã no sábado;
Volte pra casa ao meio dia;
Capote na cama;
Levante às três da tarde;
Vista a camisa do seu time de coração;
Fique em casa sozinha, meio morrendo de fome;
Abra a janela e respire o ar pouco pura lá de fora;
Ligue o computador;
Encontre on line um certo alguém.
Volte pra casa ao meio dia;
Capote na cama;
Levante às três da tarde;
Vista a camisa do seu time de coração;
Fique em casa sozinha, meio morrendo de fome;
Abra a janela e respire o ar pouco pura lá de fora;
Ligue o computador;
Encontre on line um certo alguém.
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