segunda-feira, maio 19, 2014

Jesse

Reli o primeiro volume de "A Mediadora" essa noite em mais ou menos uma hora e me dei conta de como ainda sou apaixonada pelo Jesse. Sou e sempre serei.

Deu saudade dos meus antigos hábitos de leitura: horas seguidas lendo sozinha, um livro por semana, um livro atrás do outro, muitos assuntos diferentes, nada que desviasse minha concentração (nunca gostei de assistir TV).

A tecnologia portátil de hoje em dia é sedutora e dilui nossa atenção. Celulares e tablets, internet sempre disponível, são armadilhas fatais para quem quer entregar a alma aos livros.

Não há substituto à altura: só uma dedicação imensa, ininterrupta, interminável é capaz de dar origem a uma paixão tão arrebatadora e suspirante como a que eu sinto e sempre sentirei pelo Jesse.

quinta-feira, janeiro 31, 2013

Impaciência

Estou quase no máximo da ansiedade tolerável. Eu, que sempre fui tão tranquila, tolerante, calma.

Me forço a não pensar nisso, a travar em outras ideias, a fingir que esse assunto não existe. Certeza que se eu resolvesse abordá-lo com sinceridade, choraria muito, muito. Ainda preciso esperar algumas horas... Respirar fundo,,,

quinta-feira, outubro 11, 2012

Brisa roxa

Hoje eu toparia sair e dar problema. Foi alguma coisa no táxi que eu tomei que me deixou assim. Foi também a cor do céu, roxo, e o calor do anoitecer de outubro. O carro de janelas abertas, passando rápido. Queria chegar em casa só pra tomar banho e me trocar, então voltar rápido pra rua. Já de salto, perfumada, cabelo um pouco úmido, bolsa pequena, só o básico pra ir e voltar. E dar problema.

quarta-feira, junho 20, 2012

Torção de massa cinzenta

Sinto muitíssima falta de escrever, de tirar um dia todo, ou pelo menos algumas horas, para rever tudo o que está em minha cabeça e exteriorizar o que mais me importa, do meu jeito.

Escrever é como pegar uma esponja encharcada, pesada, e apertá-la até não sobrar mais nenhuma gota.

Meu crânio poroso, meu precioso crânio poroso, que tanto absorve. Está na hora de deixar essa água suja ir embora.
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Sou um indivíduo repulsivo. Intragável, evitado, e quando infelizmente visitado, de preferência sob efeito de tranquilizantes, portanto emudecido. Enfim, solitário com S de solidão.

Estou vivendo uma mudança que necessita de mais caixas, caminhões e containers do que existem na Terra para ser aceita de fato. Pesa muito, são oceanos de lágrimas engolidas resultando em fortes dores de garganta diárias. Fuga de desabafos, eu finjo que é por medo de julgamentos, mas sei muito bem: tenho pavor de por acaso não ser ouvida justamente agora.

terça-feira, fevereiro 14, 2012

Preciso estudar

Quero deitar, quero dormir, fingir que com descanso minha vontade vai voltar.

E que meus olhos não vão querer pular de minhas órbitas para rolarem o mundo.

Talvez eu precise entender, que vai ser assim.

Uma vírgula ou outra sempre fora do lugar...