Se penso em minha mente, em como é minha cabeça por dentro, o que imagino? A princípio, um nada, um branco de propaganda de sabão em pó infinito. Olhando com mais atenção, eu vejo a verdade, e é um tremendo choque olhá-la. Uma precipitação atmosférica (ou chuva) torrencial de informação está ali, e levam-se alguns segundos para se acostumar a esta visão.
São duas partes separadas, totalmente diferentes. A da direita é uma praia calma ao final da tarde, a da esquerda um lugar animado, talvez uma balada, ou um lugar com muita gente e muito colorido. Eu estou dividida entre esses lugares: do lado direito visto meu jeans dobrado para fora, meu All Star clássico e uma pólo preta; do lado esquerdo visto uma minissaia jeans cinza, uma pólo coloridíssima e uma sandália de salto. Do lado esquerdo ouço no máximo Aerosmtih, The Rolling Stones, Queen, Madonna, AC/DC, Kiss... Do lado direito ouço baixinho Pink Floyd, Amy Winehouse, Elton John, Supertramp, David Bowie, Eric Clapton.... Em ambos os lados, meu cabelo está legal (sabe como, da cor que é) e minha medalha do exército pendurada no pescoço. Nem sempre estou com as mesmas pessoas, com o mesmo jeito, com os mesmo pensamentos, com o mesmo rumo, com a mesma vontade, com o mesmo por que, nem sempre igual. Mas sempre eu.
Explicação ‘complicada’ (péssima!), cheia de interpretações, que só confunde ainda mais a cabeça do inocente leitor. Talvez porque eu deixei muito com a minha cara. O que quero dizer é que, apesar de ser feita de dois extremos tão diferentes (ou não), eu junto os dois numa só pessoa, numa só cabeça, numa só mente. O que resulta disso, eu conheço melhor do que ninguém. Orgulho-me de andar por aí sendo esse resultado.
Olhando melhor, é a minha mente no papel (!). É totalmente lógico, seguindo um padrão, de duas cores, de dois jeitos, parece ser um rabisco mas é uma obra de arte, independente do mundo ao seu redor e também baseado nele, com falhas corriqueiras que só o atrapalham se o crítico não tiver paciência de ver, ao mesmo tempo perfeito e imperfeito... 2 em 1... Um paradoxo irresistível...
Desenhei também meu famoso jacaré (para ver a versão 2008 e entender o significado do jacaré, vá ao primeiro post de Janeiro de 2008), sem dúvida é ele o meu amuleto desse ano!